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CTC tem lucro de R$ 48 milhões no primeiro trimestre do ano safra 2026/27

Valor representa recuo de 2% em relação ao mesmo período do ano safra anterior, quando a companhia havia lucrado R$ 49 milhões.

O CTC (Centro de Tecnologia Canavieira) divulgou nesta quinta-feira (13) seu balanço do primeiro trimestre do ano safra 2026/27, com um lucro líquido consolidado de R$ 48,2 milhões, resultado que representa um recuo de 2% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a companhia lucrou R$ 49,2 milhões.

A receita líquida operacional do centro totalizou R$ 121,6 milhões no trimestre, uma alta de 10% frente ao registrado um ano antes. Em 2025, a receita da empresa no recorte foi de R$ 110,5 milhões.

Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) totalizou R$ 59,3 milhões, alta de 9,2% quando comparado aos R$ 54,3 milhões do mesmo trimestre em 2025/26.

A administração do CTC destacou que a companhia iniciou a safra 2026/27 com avanços em crescimento comercial, evolução tecnológica e solidez financeira. Segundo a empresa, essa combinação reforça o posicionamento do Centro de Tecnologia Canavieira como uma companhia capaz de integrar ciência, conhecimento agronômico e execução comercial.

A companhia também ampliou sua presença comercial e a penetração do portfólio no campo. O market share de plantio chegou a 32% no trimestre, alta de 5 pontos percentuais, segundo o CTC. Para a administração, o avanço reflete a competitividade do portfólio, a consistência dos resultados agronômicos e a confiança dos clientes.

Entre os principais marcos do trimestre está o avanço da plataforma VerdPRO2. A primeira variedade da tecnologia já havia recebido aprovação da CTNBio e, no período, o processo junto ao CNBS (Conselho Nacional de Biossegurança) foi concluído. O CTC também lançou o Programa Pioneiros VerdPRO2, voltado à demonstração da tecnologia em condições reais de manejo, com acompanhamento técnico especializado e geração de dados no campo.

A tecnologia combina resistência à broca-da-cana e tolerância ao glifosato, ampliando as possibilidades de manejo e, segundo a administração, representando uma nova etapa na aplicação da biotecnologia à cultura da cana-de-açúcar.

No melhoramento genético, o CTC concluiu a campanha de cruzamentos com mais de 2,3 mil cruzamentos, crescimento de 7% em relação à safra anterior. O objetivo, segundo a companhia, é ampliar a diversidade genética disponível e acelerar o desenvolvimento de variedades adaptadas às diferentes condições de produção do setor.

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento somaram R$ 74,3 milhões, alta de 27,4%, direcionados às áreas de melhoramento genético, biotecnologia e sementes sintéticas.

Para a administração, as frentes integram uma estratégia para acelerar os ganhos de produtividade por meio da combinação de variedades superiores, características biotecnológicas e sistemas de multiplicação mais eficientes.

A posição financeira também foi destacada pela companhia. O CTC encerrou o período com caixa líquido de R$ 373,1 milhões, mantendo, segundo a administração, flexibilidade para dar continuidade à estratégia e aos projetos de longo prazo.

Nesse contexto, a aprovação da distribuição de R$ 63,3 milhões em dividendos é apresentada como um equilíbrio entre investimentos, solidez financeira e remuneração aos acionistas.

Para a administração, os resultados do início da safra 2026/27 demonstram a capacidade do CTC de transformar ciência em soluções para o campo. A companhia afirma que seguirá concentrada na integração entre genética, biotecnologia e novos sistemas de multiplicação, com o objetivo de contribuir para um setor sucroenergético mais produtivo e eficiente (CNN, 13/8/26)

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