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Na Ásia, consumo de açúcar subirá até 2030; Brasil e Índia elevarão produção

08.07.2021

A produção global de cana-de-açúcar e beterraba açucareira deve subir até 2030 - presumindo que as condições climáticas continuem normais -, principalmente em decorrência do aumento da oferta nos dois principais produtores, Brasil e Índia, segundo relatório de perspectiva agrícola da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). As entidades esperam que, em 2030, esses dois países representem, respectivamente, 21% e 18% da oferta global de açúcar, com crescimento de 5,8 milhões de toneladas do Brasil e de 5,1 milhões de toneladas da Índia. A Tailândia, outra importante produtora e exportadora do adoçante, deve ter incremento de 3,2 milhões de toneladas. O relatório destaca, entretanto, que na
próxima década ; o uso da safra de cana para a produção de etanol - o outro subproduto principal - continuará sendo um desafio para a produção de açúcar. O consumo global do adoçante também deve aumentar até 2030, diz o boletim, como resultado de ganhos na renda e de urbanização em países em desenvolvimento. Mais da metade do aumento da demanda no período é projetada para a Ásia. A África também deve consumir mais o adoçante, mas principalmente em decorrência do aumento da população, mas os níveis ainda devem ficar bem abaixo dos da Ásia. Em países desenvolvidos, o consumo não
deve crescer na próxima década em decorrência dos danos à saúde causados pelo consumo excessivo de açúcar.

Quanto à exportação, o Brasil deve continuar liderando em 2030, seguido por Tailândia e Indonésia. Já os preços devem ficar próximos da estabilidade no período. O prêmio do açúcar branco (a vantagem de preços do adoçante refinado em relação ao bruto) deve ter leve alta nominal, de US$ 79/tonelada para US$ 88/tonelada. Para a safra global atual, que vai até setembro deste ano, as entidades esperam queda na produção de açúcar pelo terceiro ano consecutivo ;após condições climáticas desfavoráveis afetarem negativamente as lavouras de alguns dos principais países produtores. Também é esperado um aumento no consumo já que na temporada anterior o início da pandemia da covid-19 reduziu a demanda pelo adoçante. Com isso, a expectativa é de déficit mundial de açúcar.




Fonte: Broadcast