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Danos severos da geada serão vistos em até 10 dias na cana

02.07.2021

Não vai ser já que serão conhecidos os danos das geadas nos canaviais. As temperaturas entre pouco abaixo de zero e até 2 graus positivos que castigaram várias culturas, entre segunda e esta madrugada, na cana-de-açúcar somente serão quantificadas para valer em até 10 dias nos casos mais agudos.

Nas áreas onde o fenômeno ocorreu em baixa intensidade e por menos tempo, pode-se demorar até mais de 30 dias para se saber. E mesmo diante dessas variações, ainda há a questão do perfil do canavial. Canas mais jovens certamente são as que sofrerão mais.

Naturalmente não se dispensa a experiência dos produtores que estão vendo suas lavouras, mas a validação em perda de volume e qualidade é mais para frente. “Sim, a geada pegou, mas ainda vai levar mais uns dias para quantificar”, diz Miguel Tranin, presidente da Alcopar, que reúne várias usinas do Paraná.

O estado, mais Mato Grosso do Sul e áreas do sudoeste paulista foram as mais atingidas. Em informe desta quinta (1) do Grupo Idea, consultoria agronômica especializada em sucroenergia, o CEO Dib Nunes ratifica as condições gerais de verificação mais precisa. Em cana geada mais severamente atingida, “a deterioração dos colmos começa a ocorrer em menos de 10 dias”. E se alcançou talhões recém-colhidos, o consultor Ricardo Pinto lembra que poderá haver necessidade de roçar essas áreas para brotarem novamente.

Já não havendo morte das gemas, a redução da qualidade ficará mais restrita aos primeiros entrenós. Entretanto, onde os talhões foram atingidos de maneira mais leve, a qualidade da cana pode perdurar entre 45 e 50 dias, para depois começar a se registrar perda dos teores de sacarose.

Inclusive, segundo Pinto, CEO da RPA Consultoria, pode até ajudar a elevar o teor da sacarose de cana que vai ser colhida nas próximas duas a três semanas.

Ainda seguindo os pareceres técnicos, há que se considerar que a cana de ano, plantada no início das chuvas, entre outubro e dezembro, e as lavouras que foram cortadas a partir de setembro, são as mais suscetíveis. Portanto, também, se exclui muitas lavouras que estão com desenvolvimento próximo ou acima da idade mínima para colheita, 12 meses.




Fonte: Money Times