Companhia deve começar a operar unidade de captura e armazenamento de carbono em setembro.
A FS, segunda maior produtora de etanol de milho do Brasil, fechou um acordo para vender 10 mil créditos de remoção de carbono relacionados ao seu projeto de injeção do gás no subsolo.
O acordo foi fechado com a Freepoint Commodities Europe LLP, subsidiária da comercializadora de commodities Freepoint Commodities LLC, sediada nos Estados Unidos.
O trato prevê que a FS terá que validar e certificar os créditos, de acordo com os padrões da certificadora Gold Standard, e submeter o projeto a uma análise de risco (pré-rating). A FS informou que espera realizar o registro do projeto em julho.
A companhia está construindo sua unidade de captura e armazenamento de carbono a partir de bioenergia (BECCS, na sigla em inglês) em Lucas do Rio Verde (MT), após obter a licença de instalação em novembro do ano passado. O carbono que é emitido em seu processo industrial será injetado de forma definitiva nos reservatórios sedimentares salinos da Bacia dos Parecis.
A expectativa é que a unidade já comece a operar em setembro. O investimento recebeu apoio do BNDES, que concedeu um financiamento de R$ 384,3 milhões para a construção da unidade injetora.
“Os resultados positivos dos testes de injetividade e o início da injeção de CO2 previsto para setembro de 2026 dão confiança ao mercado de que este será o primeiro projeto de BECCS do Hemisfério Sul Global”, afirmou Daniel Lopes, vice-presidente de Novos Negócios e Sustentabilidade da FS, em nota.
O projeto prevê a captura de 423 mil toneladas de gás carbônico no subsolo todo ano, por um período de 30 anos. No total, o projeto prevê a captura de 12 milhões de toneladas de carbono no subsolo.
Recentemente, a própria Gold Standard concedeu ao projeto de BECCS da FS o selo de “First of its Kind”, por ser um projeto inovador em larga escala para remover carbono da atmosfera, o que permite ao projeto manter sua certiticação por 15 anos a mais do que o padrão, totalizando 45 anos.
A FS já começou a realizar as primeiras vendas futuras de seus créditos de remoção de carbono ainda no ano passado. Foram feitas vendas ao Pinheiro Neto Advogados, à SLB, empresa global de tecnologia energética, e a Rubicon Carbon & YvY Capital, fornecedora de soluções de carbono (Globo Rural, 19/6/26)









