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Açúcar: Pressão de oferta limita uma alta mais consistente dos preços

Por Marcelo Di Bonifacio Filho

“Após superar temporariamente o patamar de US¢ 15/lb no início da semana, o açúcar devolveu os ganhos até esta sexta-feira. O movimento reflete um mercado dividido entre fatores altistas, como as preocupações climáticas na Ásia e na Europa e a redução das posições vendidas dos fundos, e fundamentos que ainda apontam para uma oferta confortável no curto prazo. A liquidação das posições vendidas impulsionou os preços nas últimas semanas, mas em intensidade inferior ao histórico, indicando que ainda há uma percepção de sobreoferta.

Ao mesmo tempo, a dificuldade de o contrato outubro/26 se manter acima de US¢ 15/lb evidencia a forte pressão vendedora. A desvalorização do etanol hidratado tem incentivado usinas do Centro-Sul a fixarem preços próximos de R$ 1.800 por tonelada, ampliando a liquidez de venda. A queda dos prêmios de exportação em Santos, para níveis inferiores às mínimas dos últimos cinco anos, também enfraquece a expectativa de uma demanda excepcional por açúcar brasileiro.

No horizonte mais longo, o clima segue sendo a principal variável. Apesar da melhora recente das chuvas na Índia, ainda há riscos para a safra diante das perspectivas de um El Niño mais intenso nos próximos meses. Assim, o mercado continua dividido entre um curto prazo mais pressionado pela oferta e um cenário potencialmente mais altista para 2027, o que deve manter a volatilidade elevada enquanto os participantes avaliam o equilíbrio entre a pressão de venda das usinas brasileiras e a antecipação de uma temporada mais apertada no próximo ciclo” (Marcelo Di Bonifacio Filho é analista de inteligência de mercado da StoneX; Assessoria de Comunicação, 13/7/26)

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