Apesar da valorização, biocombustível continua oferecendo vantagem para os motoristas de carro flex.
Após meses em queda livre, os preços do etanol hidratado, que compete com a gasolina nas bombas, começaram a registrar ligeiras altas na última semana nos postos de Estados onde ocorre a maior parte do consumo de combustíveis do país. O movimento foi restrito a poucas unidades federativas, mas que movimentam volumes significativos, como São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso.
Nos postos de São Paulo, o preço médio do hidratado negociado na semana de 22 a 28 de agosto subiu 1%, ou R$ 0,04 o litro em relação à semana anterior, para R$ 3,65 o litro, de acordo com o levantamento semanal de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Em Minas Gerais e Mato Grosso, o litro do etanol subiu 3% em uma semana, para R$ 4,03 e R$ 3,79, respectivamente. Também houve alta em Estados menos representativos no consumo nacional: Amapá, Ceará, Pará e Tocantins.
Na maioria dos Estados, porém, o etanol hidratado continua sob pressão. O biocombustível ficou mais barato em 13 Estados e no Distrito Federal na última semana, e ficou estável em seis unidades federativas.
Apesar do etanol ter se valorizado em importantes polos de consumo, o renovável continua oferecendo vantagem econômica para os motoristas de carro flex, e com folga. Em São Paulo, por exemplo, o preço do etanol ficou em 58% do valor da gasolina nas bombas, sendo que o biocombustível já oferece vantagem pra boa parte da frota flex quando esta relação está em 70%. Para veículos mais recentes, essa vantagem já é observada quando o etanol está em 75% da gasolina.
Em Mato Grosso, onde também houve leve alta do etanol na última semana, o renovável também continua favorecendo ampla vantagem, com uma correlação de 56% do preço da gasolina. Em Minas Gerais, o preço do etanol nas bombas ficou em 64% do preço do derivado fóssil.
Os únicos Estados onde o etanol ainda não oferece vantagem para os motoristas de carro flex, mesmo dos modelos mais novos, são Amapá, onde a correlação de preços está em 91%, seguido por Rio Grande do Norte e Sergipe, Estados onde a correlação ficou em 76% na última semana (Globo Rural, 28/8/26)










