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Aires Galhardo, ex-Suzano, assume comando da Atvos

Executivo liderará empresa em meio a novos investimentos emfase de expansão agroindustrial.

A Atvos, uma das maiores produtoras de etanol do país, está mudando de comando. Aires Galhardo, que anunciou sua saída do corpo de direção da Suzano na semana passada, assumirá o cargo de CEO da companhia sucroalcooleira no lugar de Bruno Serapião.

Na Suzano, Galhardo liderou operações industriais de grande porte e projetos estratégicos de expansão, como o Projeto Cerrado, a maior linha única de produção de celulose de eucalipto do mundo, localizada em Ribas do Rio Pardo (MS), que demandou investimento de R$ 22,2 bilhões.

Galhardo ocupou a Vice-Presidência Executiva Industrial de Celulose, Engenharia e Energia da Suzano por sete anos, mas trabalhou na gigante de papel e celulose por 20 anos. Galhardo também passou por Ambev, Votorantim e Fibria.

O executivo assume o comando da Atvos em um momento em que a companhia — investida do Mubadala Capital, do fundo soberano de Abu Dhabi — começa a executar um plano de expansão industrial. Até o momento, a companhia já anunciou a construção de uma nova unidade de processamento de milho para a produção de etanol anexa à Usina Santa Luzia em Nova Alvorada do Sul (MS), onde a empresa também está construindo uma unidade de biometano.

Em comunicações recentes, a companhia já sinalizou que avalia construir outras unidades de biometano anexas às suas outras sete usinas. Os investimentos confirmados até agora estão sendo bancados com recursos do próprio caixa da companhia, que contornou uma situação de aperto financeiro após a entrada do Mubadala como acionista de referência da companhia, em 2023, e da readequação de suas dívidas com os credores dentro da recuperação judicial, encerrada no mesmo ano.

Serapião comandou a Atvos desde a entrada do Mubadala como acionista e liderou a transformação da empresa nos últimos anos. Ele sai do cargo de CEO para assumir uma cadeira no conselho de administração.

A empresa tem hoje capacidade para produzir 3,3 bilhões de litros de etanol por safra, 750 mil toneladas de açúcar bruto e 4,2 mil gigawatts-hora (GWh) de energia. A nova unidade de processamento de milho agregará à capacidade de produção de etanol 273 milhões de litros ao ano, além de DDG (Grãos Secos de Destilaria) e óleo de milho (Globo Rural, 10/7/26)

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