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Açúcar cai em Nova York com dados robustos da safra no Brasil

Contratos futuros encerraram a sessão desta quarta-feira em forte queda, de 2,75%.

O açúcar fechou a sessão na bolsa de Nova York com preços em forte queda, após dados robustos sobre a safra no Brasil, o maior exportador global da commodity. Os contratos do demerara para julho caíram 2,75% nesta quarta-feira (27/5), a 14,14 centavos de dólar a libra-peso.

De acordo com Marcelo Filho, analista de inteligência de mercado da StoneX, ao desconsiderar a volatilidade do mercado do petróleo, há poucos motivos para o açúcar subir na bolsa.

“O Centro-Sul teve um começo de safra muito bom, com 40 milhões de toneladas de cana processadas. Esse foi o melhor resultado de moagem em uma segunda quinzena de abril, com as usinas a todo vapor”, disse.

O aumento da matéria-prima beneficiou a produção de açúcar na região. Foram fabricadas 1,80 milhão de toneladas na segunda quinzena de abril, alta de 109,4% quando comparado com o mesmo período do ano passado. No acumulado desde o início da safra até 1º de maio, a fabricação do adoçante totalizou 2,47 milhões de toneladas, com acréscimo de 55,24% em relação à produção alcançada no mesmo período do ciclo anterior, segundo dados da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica).

Ainda de acordo com Marcelo Filho, o preço do açúcar passa por um momento de pressão de baixa diante do bom volume de exportações da Tailândia.

“Até abril o país exportou cerca de 3 milhões de toneladas, mas tem um excedente exportável de 8 milhões. É muito produto disponível que cria um ambiente de baixa, já que os compradores têm um poder de barganha muito grande”, ressalta (Globo Rural 26/5/2026)

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