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Preços do açúcar e do etanol estão em queda em fevereiro

Enquanto questões de qualidade afetam cotações do adoçante, desvalorização do biocombustível está ligada à baixa liquidez.

Os dois principias derivados da cana-de-açúcar apresentaram baixas nas cotações na primeira semana de fevereiro, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Enquanto para o açúcar a queda é motivada por questões de qualidade do produto, para o etanol a desvalorização está ligada às dificuldades para fechar negócios.

Na parcial de fevereiro (até o dia 6), o indicador do açúcar cristal branco Cepea/Esalq teve média de R$ 103,46 por saca de 50 quilos. Trata-se do menor patamar desde setembro de 2019 (quando esteve em R$ 97,96 a saca), em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI).

Nesta segunda-feira (9/2), o indicador fechou em R$ 100,10 a saca, patamar que não era verificado desde outubro de 2020, em termos nominais. No acumulado de fevereiro, a queda da cotação é de 4,57%.

Segundo o Cepea, o movimento de baixa está associado à maior participação de açúcar cristal branco com coloração mais elevada nas negociações. Assim, a redução das cotações reflete mais uma alteração na qualidade dos lotes comercializados do que uma desaceleração da demanda.

Etanol

Já o indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado fechou a primeira semana de fevereiro a R$ 3,0496 o litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), com queda de 1,26% frente ao período anterior. A última desvalorização desse biocombustível havia sido verificada na primeira dezena de outubro de 2025.

Esse resultado está atrelado sobretudo à baixa liquidez no mercado de balcão do Estado de São Paulo. Pesquisadores do Cepea relatam que o volume total negociado do biocombustível até chegou a crescer na comparação com o período anterior, mas a maioria dos fechamentos envolveu pequenas quantidades. Nem mesmo a proximidade do carnaval movimentou quantidades maiores.

No mercado externo, as exportações brasileiras de etanol em janeiro somaram apenas 43,3 milhões de litros, volume 74% menor que o de dezembro de 2025 e bem abaixo dos 179 milhões de litros escoados no mesmo mês do ano passado, conforme apontam dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Trata-se, também, do menor volume embarcado desde fevereiro de 2025, quando as exportações somaram pouco mais de 39 milhões de litros (Globo Rural, 10/1/26)

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