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Açúcar bruto toca menor nível desde janeiro na ICE; café arábica sobe

23.03.2021

Os contratos futuros do açúcar bruto negociados na ICE fecharam em queda pela quarta sessão consecutiva nesta segunda-feira, atingindo o menor nível desde 12 de janeiro, pressionados por uma cenário macroeconômico majoritariamente negativo para commodities agrícolas. O café arábica se recuperou das fortes perdas vistas no final da semana passada e terminou o dia em alta.

Açúcar

O contrato maio do açúcar bruto fechou em queda de 0,23 centavo de dólar, ou 1,5%, a 15,53 centavos de dólar por libra-peso.

Mais cedo, tocou o menor patamar desde 12 de janeiro, a 15,51 centavos.

“O macro é novamente um quadro negativo, com virtualmente todas as commodities um pouco mais baixas e o índice do dólar um pouco mais firme… A negatividade da semana passada continua nesta semana”, disse um corretor europeu.

Os fundos de hedge venderam contratos futuros no setor agrícola por quatro semanas consecutivas, maior sequência desde maio, disse a Peak Research, acrescentando que sazonalmente os preços se mantêm amplamente negativos nas próximas seis semanas.

Operadores, no entanto, têm observado de perto as perspectivas para a produção no centro-sul do Brasil, onde um início lento de colheita é esperado.

“As preocupações com esta safra se mantêm, ou estão até mesmo aumentando, já que as previsões de chuva decepcionaram mais uma vez”, afirmou a corretora Marex Spectron em relatório.

O açúcar branco para maio recuou 4,00 dólares, ou 0,9%, para 449,40 dólares a tonelada.


Café

O contrato maio do café arábica fechou em alta de 1,1 centavo de dólar, ou 0,9%, a 1,301 dólar por libra-peso, recuperando-se de uma mínima de um mês registrada no final da semana passada.

Operadores destacaram que fundos têm reduzido as posições compradas em café arábica durante o declínio recente.

A consultoria Pharos disse que, até este momento de março, as chuvas nas áreas produtoras de arábica do Brasil estão abaixo das médias de três anos e cinco anos, gerando preocupações em relação ao crescimento dos grãos no estágio final de desenvolvimento da safra.

O café robusta para maio subiu 18 dólares, ou 1,3%, para 1.398 dólares a tonelada.