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Aumenta participação de mulheres com nível superior no agronegócio

13.11.2018

Presença subiu 8,3% de 2004 para 2015, enquanto a dos homens caiu 11,3% na mesma comparação.

Enquanto a força de trabalho no agronegócio como um todo cai, a das mulheres, especificamente, cresce.

Elas chegam ao mercado com carteira assinada e com um grau mais elevado de educação.

Além disso, a maioria delas se considera satisfeita com as funções desempenhadas, com a remuneração e com o aprendizado no serviço.

Mesmo com esses bons indicadores, são necessárias algumas melhorias, entre as quais a do nível hierárquico dos cargos usualmente ocupados por elas no agronegócio.

Essas constatações aparecem em uma pesquisa sobre a participação das mulheres no agronegócio, feita pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

O órgão, ligado à USP (Universidade de São Paulo), desenvolverá três pesquisas no setor. A primeira, que está sendo disponibilizada, é ligada à evolução da mulher no agronegócio.

A segunda tratará da participação das trabalhadoras na atividade, e a terceira mostrará questões relacionadas à desigualdade salarial.

O Cepea analisa a participação feminina em quatro segmentos: no da produção (dentro da porteira), no de insumos, no da agroindústria e no de agrosserviços.

A fase de comparação é a de 2004 a 2015. Nesse período, a força de trabalho caiu 6,6% no setor. Enquanto o número de homens na atividade recuou 11,6%, o de mulheres subiu 8,3%.

As mulheres, que participavam com 24% da força de trabalho no setor, em 2004, elevaram a participação para 28% em 2015.

A pesquisa do Cepea mostra que 20% das mulheres trabalhavam dentro da porteira em 2015. Os maiores contingentes estavam no setor de agrosserviços, com 45%, e no de agroindústria, com 34%.

Dentro da porteira, as principais atuações das mulheres são na horticultura e na avicultura. A participação na extração do leite também é importante, mostra a pesquisa.

A melhora da economia, principalmente no agronegócio, permitiu uma evolução de 5,3% ao ano nas contratações das mulheres com carteira assinada.

O setor avançou na contratação de trabalhadoras com idade superior a 30 anos, casadas e sem filhos.

No período de 2004 a 2015, a participação das mulheres com ensino superior dobrou, passando de 7,6% para 15%. Já a das que têm apenas o ensino fundamental caiu.

O levantamento do Cepea avaliou, ainda, o grau de satisfação das mulheres com o emprego, que foi de 68%. Quanto ao salário, 59% disseram estarem satisfeitas.



Fonte: Folha de S. Paulo