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Scania renova aposta em biocombustíveis

10.08.2018

A nova geração de caminhões que a Scania começa a produzir no Brasil em fevereiro de 2019 terá cinco versões que podem rodar com biocombustível, duas a etanol e três a biogás. Em 2011 a fabricante já tinha lançado uma versão a etanol da cabine P, mas as vendas foram irrelevantes. Agora a aposta é de maior demanda por soluções sustentáveis por parte de embarcadores, o que poderá motivar transportadores no Brasil e exterior a comprar veículos que causam menor impacto ao meio ambiente.

“Hoje já existem combustíveis alternativos mais rentáveis que o diesel, ao mesmo tempo em que vários embarcadores estão pressionados pela questão ambiental, o que aumenta a procura por soluções sustentáveis de transporte. Por isso temos hoje mais chances de introduzir no mercado caminhões a biogás e bioetanol, mas isso está só começando”, avalia Silvio Munhoz, diretor comercial da Scania Brasil.

Serão oferecidas duas versões a etanol dos motores XPI, que trabalham em ciclo diesel com aditivo para regular a detonação: o DC09, de nove litros, 280 cavalos e 1.400 Nm de torque máximo; e o DC13, 13 litros, 400 cv e 2.150 Nm. A maior expectativa recai sobre o motor mais potente. “Essa opção nos dá pela primeira vez a possibilidade de participar da cadeia de produção do etanol, para transporte e distribuição do biocombustível produzido pelas usinas”, aponta Christopher Podgorski, presidente da Scania Latin America. Também há potencial de exportação para clientes na Europa, onde existe movimento de aumentar o uso de etanol no transporte de cargas.

A nova geração Scania terá três opções a gás são de motores ciclo otto, mais econômicos que o diesel para queimar combustível gasoso: OC09 104 de 280 cv/1.350 Nm, OC09 105 de 340 cv/1.600 Nm e OC13 101 de 410 cv/2.000 Nm. “É uma novidade no Brasil, pela primeira vez vamos oferecer motor a gás de grande potência, capaz de puxar até 50 toneladas de carga”, destaca Celso Mendonça, gerente de desenvolvimento de negócios da fabricante.

Os três motores queimam metano, que pode ser gás natural veicular (GNV) ou biometano, extraído de resíduos orgânicos. Embora a produção de biogás ainda seja pequena no Brasil, existem projetos para aumentar a produção. Enquanto isso não acontece, já existe distribuição ampla de GNV no País. Por isso a Scania prevê que os potenciais clientes nacionais da opção poderão ser as companhias distribuidoras de GNV.

Segundo Silvio Munhoz, ainda não existem comparações precisas sobre a diferença de custo operacional entre caminhões diesel e gás, mas ele cita a experiência já feita com ônibus em São Paulo: “O custo por quilômetro com o GNV é 28% menor que o mesmo veículo a diesel. Por isso a perspectiva é bastante positiva”, pondera.

Fonte: Automotive Bussiness