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Oito mil famílias dependem da cana na região de Umuarama

24.11.2017

Município e área ao redor contam com quatro unidades processadoras

Considerando um raio de 70 quilômetros na região de Umuarama, poucos segmentos contribuíram tanto, nos últimos anos, para manter a economia em atividade, como a indústria da cana-de-açúcar. Na unidade industrial processadora em Umuarama e nas localizadas no seu entorno - Ivaté (a 50km de distância), Tapejara (a 53km) e Cidade Gaúcha (a 70km) – a atividade não parou, assegurando o sustento de pelo menos 8 mil famílias, entre trabalhadores e produtores de cana, segundo informações da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar).

BENEFÍCIOS - De acordo com a entidade, o setor agrega maior valor na cadeia produtiva, em nível local, gera empregos mais qualificados, eleva a arrecadação dos municípios e induz demanda e empregos em atividades, com prestação de serviços, além dos comércios locais, que incluem desde oficinas, tornearias, metalúrgicas, comércios de peças, lubrificantes, combustíveis, ferramentas, equipamentos e acessórios, a vestuário e alimentos, entre outros itens.

PERDA - Por outro lado, a desativação de uma indústria, como a que se viu há alguns anos em Perobal, criou uma lacuna que dificilmente será preenchida. O prefeito Almir de Almeida afirma que o estrago tem sido grande. A usina gerava mil empregos diretos e 1,5 mil indiretos. Da cidade de 7 mil habitantes, entre 300 e 400 moradores, segundo ele, trabalhavam na empresa. Além disso, Perobal deixou de arrecadar 120 mil reais por mês em ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços). “É uma tristeza olhar para aquela indústria fechada, sucateando, sem perspectivas de voltar a funcionar”, lamenta. Em Engenheiro Beltrão, onde uma unidade processadora também foi fechada, o prefeito Rogério Righetti diz que houve perda no Fundo de Participação dos Municípios, impacto na área da saúde do município e, como efeito direto do desemprego, aumento do número de delitos.

A cana está presente na economia de cerca de 140 municípios paranaenses, havendo a maior concentração de lavouras na região entre Maringá e Umuarama. No total, são 641 mil hectares de cana no Paraná, dos quais 415 mil mecanizáveis.