Notícias

Voltar

Ampliação e capricho na Melhoramentos

22.11.2017

Em Nova Londrina, a capacidade de moagem será aumentada de 1 milhão para 1,7 milhão de toneladas de cana. Em Jussara, atenção especial na manutenção para garantir um perfeito funcionamento durante a safra

Mesmo com as máquinas ainda rodando, as atividades de manutenção e ampliação já estão “a toda” nas unidades industriais da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná. Em Nova Londrina, a safra vai até dezembro, devendo a colheita ser retomada em abril e em Jussara, os trabalhos devem se interromper já em meados de novembro, por conta do ritmo acelerado da safra este ano, e reiniciar no início de março, segundo o gerente de manutenção da unidade de Jussara, Jorge Ueda.

Este ano, na Destilaria de Nova Londrina serão investidos cerca de R$ 30 milhões na ampliação da capacidade de processamento de 1 milhão de toneladas de cana para 1,7 milhão de toneladas, devendo já moer 1,250 milhão na próxima safra. Para otimizar o tempo, a instalação dos novos equipamentos já está sendo feita, mesmo com as máquinas ainda moendo.

Na unidade, vai ser substituída a moenda antiga por outra maior, ampliados os sistemas de evaporação e fermentação e instalados mais um aparelho de destilação e um gerador de energia, além de um sistema de água de lavagem de cana em circuito fechado e um de tratamento de fuligem da caldeira, de olho no cuidado ambiental.

Como sempre faz, na Destilaria Melhoramentos, de Jussara, boa parte da manutenção já vem sendo efetuada durante a safra, nas paradas por conta das chuvas ou onde é possível adiantar o processo, mesmo com a indústria rodando. “No caso dos equipamentos que demandam prazos mais longos de manutenção, temos componentes reservas que trocamos e reformamos o outro para o próximo ano. Também fabricamos peças reservas com antecedência. Boa parte da manutenção é feita internamente, até mesmo a usinagem de menor porte”, afirma Ueda.

Na entressafra, com a parada das máquinas, é feito uma revisão geral da planta, de toda estrutura mecânica, elétrica, hidráulica, civil, de automatização e outras. Além da moenda, que normalmente demanda uma manutenção maior, também a caldeira exige atenção especial.

Como a usina adota a manutenção preditiva em todas as máquinas girantes da indústria, já tem determinado quais máquinas precisam ser abertas na entressafra e em quais não é necessário mexer, dando agilidade, segurança e maior disponibilidade de máquinas durante a safra além de, com o passar do tempo, reduzir custos.

A medição do nível de vibração, da temperatura e de outros itens serve de parâmetro para avaliar o momento certo de intervir na máquina. Quando é detectada alguma anomalia, já é programada a intervenção imediata, se necessário, ou na primeira parada, afirma Ueda.

E mesmo os equipamentos em que não será necessário mexer, Ueda diz que estes passam pelo processo chamado de hibernação. Todo motor, bomba, redutor e outros precisam ser preservados na entressafra. Por isso, periodicamente são colocados para rodar, visando lubrificá-lo, e há os que são cheios de lubrificantes.

Graças aos investimentos feitos nos últimos anos, a capacidade da unidade de Jussara é de processar 2,8 milhões de toneladas de cana e já vem trabalhando com uma média de moagem de 2,6 milhões de toneladas.