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Raízen eleva previsão de investimento para até R$2,6 bi na safra

17.11.2017

A Raízen Energia, joint venture entre Cosan e Shell, elevou em R$ 200 milhões a projeção para os investimentos em bens de capital (Capex) que fará nesta safra 2017/18, que terminará em março. A companhia passou a estimar aportes entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,6 bilhões, ante o intervalo de R$ 2,1 bilhões e R$ 2,4 bilhões previsto anteriormente.
O "ajuste" reflete investimentos que serão realizados nas duas usinas que a Raízen adquiriu da Tonon Bioenergia, tanto na incorporação dessas unidades como em sua manutenção. Anunciada recentemente, a aquisição foi fechada por R$ 823 milhões.
Em teleconferência com analistas, Guilherme Machado, diretor de relação com investidores da Cosan, os investimentos nessas duas usinas no interior paulista – a Santa Cândida, localizada em Bocaina, e a Paraíso, situada em Brotas -, ficarão "um pouco abaixo" de R$ 200 milhões.
Na época da aquisição, a Raízen sinalizou que iria priorizar investimentos nos canaviais ligados às duas plantas industriais, mas que também realizaria aportes em manutenção preventiva e na troca de máquinas agrícolas.
O negócio com a Tonon foi concluído em setembro, já no fim do segundo trimestre da safra 2017/18. Dessa forma, o impacto das operações das duas novas plantas no resultado da Raízen Energia foi "quase imaterial" no período, disse Machado. A companhia encerrou o trimestre com lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 1,033 bilhão.
Em contrapartida, a incorporação dos novos ativos já aumentou a incidência de "despesas incrementais", conforme relatório de resultados divulgado pela joint venture. Não foi um fator determinante, mas influenciou o crescimento de 34% das despesas da Raízen Energia no segundo trimestre da safra atual ante o mesmo período do ciclo passado, para R$ 435 milhões – a variação refletiu com mais força o maior volume de vendas e a concentração de despesas gerais e administrativas, segundo a companhia.
As duas novas usinas da Raízen têm capacidade para moer, juntas, 5 milhões de toneladas de cana por safra. Ambas estão em atividade, mas abaixo de sua capacidade, e o aumento da ocupação ocorrerá "capturando eficiência ao longo da próxima safra", segundo Guilherme Machado.