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Produtores defendem aumento da mistura em julho

05.05.2017

Chegar ao B9 ainda em 2017 seria oportunidade para estimular a indústria nacional e movimentar a economia nos setores de produção, transporte e logística

A antecipação dos aumentos nos percentuais de misturas obrigatória de biodiesel no diesel comercializado no Brasil, previstos para os próximos anos, vem sendo defendido pelo setor de biodiesel junto ao ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, por representantes da Frente Parlamentar Mista do Biodiesel (FrenteBio), União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (Aprobio) e Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

O pedido é para que o Conselho Nacional de Política Energética antecipe o aumento na mistura obrigatória para 9%, o chamado B9, em julho deste ano, e para 10%, o B10, em março de 2018. Além das externalidades sociais e ambientais, defendem, a ampliação do uso do biodiesel resultará em benefícios econômicos mais imediatos, já que a necessidade de importação de óleo diesel será menor, e o aumento no volume necessário de biodiesel para suprir a demanda nacional movimentará a economia.

“Apenas nos dois primeiros meses de 2017, o volume de diesel importado alcançou dois bilhões de litros, montante 247% maior do que o observado no primeiro bimestre de 2016”, destaca o documento entregue pelo setor produtivo ao ministro.

Outro ponto abordado é o reflexo da retração da economia no consumo de diesel e biodiesel. “A retração do mercado de diesel foi severa pelo segundo ano consecutivo resultante dos efeitos da crise econômica que o País vem atravessando e impõe ao setor de biodiesel ociosidade média da ordem de 50%, patamar preocupante para qualquer setor industrial”, apontam as entidades representativas do setor que estimam que 15 unidades estão paralisadas pelo elevado estresse de oferta decorrente dessa ociosidade.

A mistura de biodiesel em vigor atualmente é de 8% (B8). Mas devido à queda no consumo de combustíveis, a indústria vem sofrendo com grande ociosidade. O aumento para B9 ainda em 2017 é apontado pelo setor como oportunidade para que o país estimule a indústria nacional e movimente a economia nos setores de produção, transporte e logística, com reflexos na geração de emprego e renda, e na oferta interna de farelo, essencial para a produção de proteína animal.